• Adriana Tanese Nogueira

SEXO POR DESESPERO

Ana é uma moça bonita, esbelta e elegante. Trabalha e quer fazer carreira, mas... Ana se envolve com colegas e chefes de trabalho. Ela diz que não consegue ficar com uma pessoa só ou, melhor, ficar muito tempo com a mesma pessoa. Sente-se mal com isso, mas não consegue se controlar. Culpa-se. Acaba bebendo para esquecer das coisas que a fazem sofrer, inclusive o sentimento de culpa, e, assim, bêbada, termina nos braços de algum homem... Ou até mulher.


Ana vem de uma família que – toda ela – vivia uma vida dupla. O pai tolerava o alcoolismo da mulher, ou “era paciente” (e passivo e submisso). Durante a semana, a mulher se comportava com uma mãe exímia, indo às reuniões de escola, acompanhando os filhos nos deveres de casa e cumprindo com todas as suas obrigações. No final de semana... Ela bebia. Bebia e, como todo familiar de alcoólico sabe, falava coisas horrenda para os filhos, se comportava de formas grosseira, não confiável, assustadora e patética. E ninguém fazia nada. Ou melhor, o marido não fazia nada, pois a ele caberia a responsabilidade de tomar uma atitude.


Ana cresceu nesse ambiente, com parâmetros diferentes e contraditórios para lidar com a mãe. Foi mimada, recebeu do pai mais do que precisava e do que devia (compensação enfadonha) enquanto desejava desde muito cedo sair de casa. Durante a adolescência tinha crises de chegar a se machucar. Sem clareza mental sobre a situação, ela tinha, entretanto, certeza emocional que não queria ficar lá. E finalmente conseguiu sair.


Já era uma moça feita, não demorou muito que começou a namorar um homem muito diferente dela e do qual tentou se separar algumas vezes, até engravidar. Ter uma filha apressou a crise advinda da consciência de que havia algo errado em sua vida.


Sempre namorou muito e a chegada da filha a fez sentir presa, mas também despertou nela a criança interior que estava desesperada. Ana não entendia direito porque ela precisava de tantos namorados e de tanto sexo. Por que buscava atenção, estar com alguém, se sentir desejada. Também não compreendia por que não conseguia ficar com a mesma pessoa por muito tempo, algo recomeçava a agir dentro dela. Uma febre quase, um anseio... Uma constante insatisfação...


O sexo que tão facilmente entrava na vida de Ana tinha uma função: aquela de preencher um vazio, um vazio desesperador que urrava dentro dela desde quando ela era muito pequena. Há experiências que nos arrebatam tão novinhos que não conseguimos ter delas consciência, a não ser com muito trabalho interior. Elas, porém, acabam por moldar as nossas vidas sem que o saibamos.


A história acima é fictícia, mas retrata uma situação sempre mais comum: aquela do uso do sexo como substituto de relacionamento e para aplacar momentaneamente o vazio de amor. Nos melhores dos casos, sexo é uma manifestação do amor, entretanto muitas outras vezes, nada é que um substituto do amor.


Quando abdicamos de nós mesmos, quando desistimos de amar e sermos amados, só sobra o sexo e este precisa ser buscado com a intensidade com a qual nosso coração grita de dor. Infelizmente, nem sempre se sabe o que está acontecendo, não se percebe o histórico que está por trás e se julga uma pessoa ou nos julgamos por lentes reducionistas que só vão nos fazer sentir pior e atrasar nossa evolução.


Hoje em dia, é sempre mais difícil ter relacionamentos e é sempre mais fácil fazer sexo. Aparentemente, o sexo não tem implicações. Na verdade, nos misturamos à energia da outra pessoa e quando não estamos conscientes do que de verdade estamos buscando aumentamos assustadoramente o tamanho do vazio interior.




Adriana Tanese Nogueira - Psicanalista, filósofa, life coach, terapeuta transpessoal, intérprete de sonhos, terapeuta Florais de Bach, autora, educadora perinatal, fundadora da ONG Amigas do Parto, do Instituto de ensino à distância Ser e Saber Consciente e do ConsciousnessBoca.com em Boca Raton, FL-USA. +1-561-3055321

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