• Adriana Tanese Nogueira

VOCÊ ENTENDE SEU FILHO?

Escreveu Khalil Gibran,


Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,

Porque eles têm seus próprios pensamentos. (...)


E com esta palavras quero introduzir uma ideia muito importante: precisamos saber prestar atenção às crianças no lugar de achar que sabemos de antemão o que elas vão dizer, o que elas de fato querem e estão sentindo.


Se é verdade que como pais que cuidaram daquela criança desde que ela nasceu nós aprendemos a conhece-la e reconhecer seus sinais, se é também verdade que ela aprendeu a falar conosco e a se expressar a partir dos nossos códigos, o fato é que se não nos mantivermos abertos ao mistério que nosso filho é, estaremos perdendo o verdadeiro elo de conexão com ele.


Apesar das crianças terem aprendido a se comunicar através da cultura familiar, elas trazem em si outras ideias, outros sentimentos e outras visões que não as nossas. Entretanto, elas não possuem ainda todas as palavras para se comunicar adequadamente e, sobretudo, só no tempo e com esforço irão desenvolver os conceitos para compreender o que realmente sentem, pensam e desejam. No início é mero vislumbre, é sensação, é intuição – todas percepções difíceis de por em palavras.


Cabe a nós, pais, ajuda-las nisso, utilizando-nos mais de nosso coração aberto do que de nossa mente configurada e formatada. No lugar de acharmos que já sabemos, tentemos nos abrir para elas. Demos-lhes crédito, porque mesmo na bagunça da gramática confusa, de alguns vícios familiares que elas podem ter adquirido e das limitações cognoscitivas da idade, elas têm mais a dizer do que imaginamos e precisam ser ouvidas. Mesmo que não as compreendermos por completo, nossa atenção e presença emocional irá dar a elas a confiança em si para que um dia possam desenvolver a linguagem certa para comunicar o conteúdo que trazem em suas almas. As crianças têm algo de novo a trazer. São presentes que vão desabrochando conforme seus pais (e o ambiente no qual vivem) permitirem.


Lembro-me de quando, criança já quase pré-adolescente, eu estava querendo dizer alguma coisa a meu pai. Estávamos na sala de casa, ele sentado, eu de pé à sua direita. Não lembro o conteúdo da minha fala, mas lembro que era importante para mim. Percebi nele a boa intenção de me acolher, lembro-me dele passando a mão na minha cabeça, numa carícia... Mas me dei claramente conta que ele não havia entendido nada e que a razão disso era a minha dificuldade em comunicar um conteúdo complexo para o qual não tinha linguagem elaborada o suficiente. O limite era meu, não fiquei brava com ele.


Mas quantas crianças conseguem perceber isso? E, mesmo assim, fica a frustração da não comunicação. Ao nos debruçarmos sobre a criança precisamos:


1. Levar a sério o que ela está falando mesmo que esteja se comunicando de forma fragmentária ou incompleta.

2. Manter a mente aberta para receber informações que não esperávamos. A criança pode nos surpreender.

3. Estarmos conscientes dos nossos possíveis preconceitos que podem entrar em jogo, segurando nosso julgamento tanto nas palavras como na linguagem corporal.

4. Nos darmos tempo para estar com ela. A criança percebe a nossa pressa e, na tentativa de fazer rápido para ser ouvida, se atrapalha, atropela palavras e pensamentos, tornando ainda mais difícil a preciosa comunicação com seus pais.



Adriana Tanese Nogueira - Psicanalista, filósofa, life coach, terapeuta transpessoal, intérprete de sonhos, terapeuta Florais de Bach, autora, educadora perinatal, fundadora da ONG Amigas do Parto, do Instituto de ensino à distância Ser e Saber Consciente e do ConsciousnessBoca.com em Boca Raton, FL-USA. +1-561-3055321



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